A psicofonia é a mediunidade que permite a comunicação oral de um espírito através do médium. Kardec a denominou “mediunidade falante”, ou seja, aquela faculdade que propicia o ensejo para que os espíritos entrem em contato através da palavra, travando conversações. É ainda conhecida popularmente como incorporação, mas este termo poderia sugerir uma falsa ideia de que o espírito comunicante penetra no corpo do médium, o que na verdade não acontece.
O médium é sempre responsável pela ordem do desempenho mediúnico e, seja qual for o grau de consciência, o papel dele é sempre passivo. Quando a educação mediúnica é deficiente ou viciosa, o intercâmbio é dificultado, faltando liberdade e segurança. O médium reage à exteriorização perispirítica, dificulta o desligamento e quase sempre intervém na comunicação, truncando-a. Ele deve ser o intérprete nesse intercâmbio e, assim, entender o pensamento do espírito comunicante e transmiti-lo sem alteração.
As vantagens da psicofonia são muitas. Atualmente, é a faculdade mais encontrada nas práticas mediúnicas. É a porta mais acolhedora e acessível para a manifestação objetiva dos espíritos no plano material.
Esta forma de mediunidade é bastante proveitosa, principalmente pela possibilidade de estabelecer o diálogo com o espírito comunicante. Por permitir o diálogo direto, vivo e dinâmico com os espíritos, facilita o atendimento dos que precisam de ajuda ou esclarecimento, possibilitando ainda a doutrinação e consolação dos espíritos pouco esclarecidos sobre as verdades espirituais.
A psicofonia é uma das formas mais interessantes e úteis de mediunidade, não só porque nos faculta entendimento direto e pessoal com os espíritos, como também a possibilidade de esclarecermos os espíritos inconscientes, imersos em escuridão mental, e os maldosos, realizando assim um ato de verdadeira caridade espiritual e cooperando com os companheiros que dirigem as organizações assistenciais do espaço dedicadas a esse trabalho.
Por meio da psicofonia, o médium, às vezes, chega a dizer coisas inteiramente fora do âmbito de suas ideias habituais, de seus conhecimentos e até fora do alcance de sua inteligência. Não é raro se ver pessoas iletradas e de inteligência vulgar se expressarem em tais momentos com verdadeira eloquência e tratar, com incontestável superioridade, de questões sobre as quais seriam incapazes de emitir uma opinião no estado comum.
Entre as desvantagens da psicofonia, é preciso haver muita análise para avaliar bem a origem e valor da comunicação, pois geralmente a manifestação não chega a constituir uma prova de identificação do comunicante. Seu efeito é momentâneo, nem sempre bem compreendido e a mensagem pode ser deturpada ao se tentar reproduzi-la posteriormente, a não ser que seja gravada.
1. Mecanismo mediúnico da psicofonia
O mentor espiritual responsável pela preparação do fenômeno da psicofonia aproxima-se do médium e lhe aplica forças magnéticas sobre seu chacra coronário, que sensibiliza e ativa a glândula pineal, fazendo-a produzir um hormônio chamado melatonina. A melatonina interage com os neurônios, tendo um efeito sedativo.
Em seguida, a melatonina é direcionada para a parte do córtex cerebral responsável pela fala e que vai ficar sob seu efeito, ou seja, sedada. Assim, o médium perde o comando sobre os órgãos da fala, permitindo que outro espírito se ligue a este sistema sensitivo e o utilize.
Posteriormente, os espíritos auxiliares aproximam o espírito que irá se manifestar pela psicofonia e fazem a ligação perispiritual aos órgãos sensitivos da fala do médium, através do chacra laríngeo. O espírito comunicante temporariamente se apossa do órgão vocal do médium, apropriando-se de seu mundo sensitivo e conseguindo se expressar através da fala.
Conforme a mecânica de desprendimento perispiritual que ocorre no processo mediúnico, o médium psicofônico pode ser classificado como consciente, semi-consciente e inconsciente.
2.1. Consciente
A psicofonia consciente é a mais comum entre os médiuns psicofônicos (70% do total). Nela, há uma exteriorização do perispírito do médium de apenas alguns centímetros. O espírito comunicante se aproxima do médium sem manter contato perispiritual e transmite telepaticamente as ideias que deseja enunciar. É a mediunidade dos tribunos e pregadores, que manifestam a “inspiração momentânea”.
O espírito emite o pensamento e influi sobre o aparelho fonador do médium, que transmite as ideias conforme as entende e usando seu próprio estilo, vocabulário e construção de frases. Ou seja, a ideia é do espírito, mas o jeito de falar é do médium.
O médium sente a influência e capta o pensamento do espírito comunicante na origem, antes de falar. Desta forma, ele pode avaliar antes da manifestação, tendo fácil controle do fenômeno.
2.2. Semi-consciente
Fenômeno comum a 28% dos médiuns psicofônicos, na psicofonia semi-consciente existe uma maior exteriorização do perispírito do médium, mas ainda não completa. O espírito comunicante entra em contato com o perispírito do médium, que se semi-exterioriza, e atua através deste sobre o corpo físico, ficando os órgãos vocais do médium parcialmente sob o controle do espírito que faz a comunicação.
Desta forma, o espírito tem maior atuação no órgão fonador, conseguindo falar melhor, em seu próprio estilo. Ou seja, apenas as frases são do médium, mas o estilo e as ideias são do espírito.
Enquanto a mensagem é recebida, o médium sabe o que fala, sente o padrão vibratório e a intenção do comunicante, podendo controlar e intervir se necessário. Porém, ao terminar a manifestação, só recordará do início e do final da mensagem, ficando apenas com uma vaga lembrança do tema abordado.
2.3. Inconsciente
Na psicofonia inconsciente, que representa somente 2% dos casos de médiuns psicofônicos, há uma exteriorização total do perispírito do médium, ficando apenas ligado pelo cordão fluídico. Inexiste ligação entre o cérebro do médium e a mente do espírito manifestante e mesmo entre sua própria mente perispiritual e o cérebro físico. O fato do espírito do médium se exteriorizar do corpo físico temporariamente faz com que passe a estar inteiramente à disposição e sob controle do espírito comunicante.
A atuação do espírito sobre o organismo físico do médium é mais direta, através do chacra laríngeo e dos centros nervosos liberados. Assim, o comunicante tem maior intervenção material, modificando estilo, gestos e entonação de voz. Ou seja, as frases, o estilo e as ideias são todas do espírito.
A mensagem é transmitida sem que o médium guarde consciência cerebral dela, porém, em espírito, o mesmo está consciente. Ao recobrar a consciência, o médium geralmente nada recorda da mensagem deixada. A vantagem é que há maior liberdade para o espírito, que se identifica por gestos, entonação da voz e atitudes.
Mediunidade – O que é, tipos e como se manifesta
A mediunidade é um processo espiritual, onde pessoas de elevado grau espiritual atuam como porta-vozes de entidades e espíritos.

O você sabe o que é mediunidade? Basicamente, Allan Kardec definiu que “todo aquele que sente em um grau qualquer influência dos espíritos é, por esse fato, médium”. Portanto, para ele, mediunidade seria a capacidade avançada de perceber seres de outras dimensões.
Todavia, um dos médiuns mais conhecidos do mundo, além de Kardec, foi o brasileiro Chico Xavier. Por anos, ele reuniu milhares de pessoas em sua casa para psicografar mensagens de entes queridos.
Portanto, a mediunidade pode ser definida como um processo espiritual, em que pessoas de elevado grau espiritual atuam como porta-vozes de entidades e espíritos. Entretanto, é importante reforçar as práticas mediúnicas tanto na doutrina espírita e suas vertentes, quanto no catolicismo, protestantismo e demais religiões.
A mediunidade, a ciência e Hollywood

Muito retratada em filmes de terror de Hollywood e alvo de polêmicas, a mediunidade também é vista como uma prática que atende às necessidades emocionais que a ciência não consegue explicar.
Desta forma, a perda de um ente querido e o tratamento de doenças, como a depressão, estão entre os principais motivos pelos quais as pessoas procuram o auxílio de médiuns.
Contudo, a mediunidade não caminha pela negatividade das forças ruins. Basicamente, ela busca expressar-se como uma experiência de alívio, boas sensações de paz e amor.
Porém, essas manifestações espíritas são limitadas e podem ser sentidas diferentemente de pessoa para pessoa. Daí, os registros de vários tipos de mediunidades.
Os 10 tipos de mediunidades
Do olfato ao paladar, da fala à escrita, as sensações são as mais variadas possíveis.

1. Mediunidade Pictográfica
É manifestado por meio de desenhos, pinturas ou ilustrações.
2. Vidência
Visualização de uma cena envolvendo a pessoa. Podendo ser atual ou passada, porém nunca futura.
3. Clarividência
Deixa mais evidente os fato da vidência, pois o médium consegue visualizar o mapa astral da pessoa.
4. Mediunidade clariolfativa
Identificada à presença da pessoa pelo olfato. O cheiro de um lugar ou perfume.
5. Mediunidade clarigustativo
Ocorre quando pessoa sente o gosto da comida que a pessoa mais gostava, por exemplo.
6. Clariaudiência
Esse pode ser de arrepiar e, se dá, quando o médium ouve o espírito falar em seu ouvido.
7. Xenoglossia
Continue arrepiando, pois esse médium fala línguas estranhas, outros idiomas ou códigos.
8. Psicofonia mediúnica
Sabe quando eles incorporam a voz da pessoa? Aliás, Hollywood retrata muito bem em suas tramas.
9. Incorporação mediúnica
Neste tipo, o espírito é incorporado inteiramente no médium.
10. Psicografia
Xico Xavier exemplificou muito bem esta categoria, pois transcreveu mensagens e cartas por anos.
Índice
¿Qué hay en el mundo mágico del subconsciente? La mejor forma de averiguarlo es entrar en un estado lúcido mientras sueñas. Pero, ¿hay algún peligro asociado con este poder casi sobrehumano? ¿Afecta a la vida real lo que te ocurre en sueños? Si mueres en un sueño, ¿te podrás despertar?
Los sueños lúcidos son una práctica fascinante. Es muy probable que sean más antiguos que la historia documentada, pero se han considerado un fenómeno especial durante la mayor parte del tiempo que el ser humano lleva sobre la Tierra. En la actualidad, este tipo de sueños está experimentando un renacimiento, y cada vez hay más gente dispuesta a probarlos y a descubrir sus numerosos beneficios.
Los sueños lúcidos se utilizan para combatir fobias, superar duelos, e incluso para hacer realidad nuestras fantasías más descabelladas, por lo que son una especie de billete gratis y sano para experimentar prácticamente todo lo que queramos. Hay un montón de información sobre las mejores prácticas y técnicas para recordar los sueños, pero, ¿tienen algún aspecto negativo?
¿Son peligrosos los sueños lúcidos? ¿Tienen algún aspecto negativo? ¿Puedes morir mientras tienes un sueño lúcido?
¿Son Peligrosos Los Sueños Lúcidos?

Es posible que sientas alivio al leer que la respuesta a esta pregunta es no. Los sueños lúcidos no parecen plantear ningún peligro real. Pero eso no quiere decir que no puedan dar miedo, o afectar a tu vida de forma negativa. Pero no te vas a morir por tener sueños lúcidos, ni te vas a quedar atrapado/a en un sueño.
De hecho, la opinión general es que los sueños lúcidos ofrecen muchas más ventajas que inconvenientes. Para quienes tienen problemas del sueño, como pesadillas, los sueños lúcidos podrían ser una herramienta con la que combatirlos y superarlos.
¿Qué Ocurre Si Un Sueño Lúcido Sale Mal?
Pero eso no quiere decir que los sueños lúcidos no produzcan efectos secundarios, ni que sean siempre un fenómeno agradable. Estos son algunos de los efectos negativos más habituales de los sueños lúcidos, y cómo hacer frente a ellos.
Privación De Sueño E Insomnio

Los sueños lúcidos pueden ser muy intensos. Para la mayoría de las personas, la impresión de experimentar un sueño lúcido las primeras veces, hará que se despierten. Y en función de la relación que tengan con el sueño, podrían volver a dormirse o permanecer despiertas durante un tiempo. En cualquier caso, despertarse por la noche, aunque solo sea brevemente, reduce la eficacia del sueño.
Por lo tanto, intentar tener sueños lúcidos puede causar privación de sueño, lo que también podría conducir al insomnio. Este último puede convertirse en un problema grave si no se trata con rapidez, y provocar diversos trastornos de la salud, tanto física como mental. Cualquier beneficio de los sueños lúcidos se verá ampliamente superado por los inconvenientes de la falta de sueño.
Solución: Abandonar O Cambiar De Método
¿La solución? Dejar de intentar tener sueños lúcidos o, al menos, reducir su número y reevaluarlos. Si utilizas métodos de inducción desde la vigilia (con los que te despiertas durante la noche), intenta cambiar a un método que no requiera que suene el despertador a las 4 am. La técnica MILD (inducción mnemónica de sueños lúcidos) consiste en prepararte llevando a cabo evaluaciones de la realidad durante las horas de vigilia, con la esperanza de poder continuar haciéndolo mientras sueñas y conseguir tener sueños lúcidos de esa manera. Esta solución podría servir para quienes tienen problemas relacionados con el sueño como resultado de los sueños lúcidos.
Sentirse Atrapado/a En Un Sueño Lúcido

Es posible tener la sensación de que nunca vas a poder despertar de un sueño lúcido. Algunas personas se despiertan dentro de sueños paralelos, lo que puede ser muy angustioso. Salir de un sueño para encontrarte en otro, puede ser una experiencia aterradora.
Solución: Relájate
Ten la seguridad de que es imposible quedarse atrapado en un sueño, normal o lúcido, aunque no lo parezca en esos momentos. Lo mejor es calmarse y ser consciente de que en algún momento te vas a despertar. Piensa en todos los otros sueños que has tenido; te has despertado de todos, por lo que lo más probable es que también te despiertes de este.
Si asumes esto, reducirás el riesgo de sentir pánico mientras estás teniendo un sueño lúcido. Al no sentir miedo, será menos probable que pases de un sueño a otro. Y, en caso de que ocurra, resultará mucho menos angustioso. Por muy difícil que te parezca, trata de acomodarte en tu sueño, y ten presente que te despertarás antes de lo que te imaginas.
Pesadillas Lúcidas

Aunque durante los sueños lúcidos la persona suele tener el control, a veces, se apoderan de ti. En estos casos, los sueños lúcidos pueden convertirse en pesadillas lúcidas, y como es lógico, son experiencias bastante aterradoras. Lo último que querrás es estar completamente despierto/a frente a tus peores miedos y no ser capaz de hacer nada al respecto.
Solución: Enfréntate A Ellas
Aunque esta situación no es muy atractiva, podrías intentar aprender de ella. Serás consciente de estar soñando, por lo que, aunque sea de forma retrospectiva, trata de reflexionar sobre lo que ha ocurrido en esa pesadilla lúcida, y podrías llegar a entender mejor tu propio subconsciente.
De hecho, superar las pesadillas y las fobias es uno de los mejores beneficios potenciales de los sueños lúcidos. Y aunque pueden salir mal, se gana mucho más de lo que se pierde en lo referente a este tema. Si ya tienes pesadillas, abordarlas de forma consciente podría ser una forma de deshacerte de ellas, incluso si te resulta difícil al principio.
Pero todo depende de ti. Si ves que son recurrentes e inútiles, puedes dejar de tener sueños lúcidos abandonando las prácticas de la vigilia con las que comenzaron (evaluación de la realidad, etc.).
Todos hemos soñado que nos enamoramos de esa persona que apenas hemos tenido en cuenta, y nos despertamos pensando que deberíamos declararle nuestro amor de forma inmediata; pero unas horas más tarde, se nos ha pasado, y nos avergonzamos un poco de la fuerza y el rápido desvanecimiento de nuestro amor.
Pues con los sueños lúcidos, estas sensaciones pueden ser aún más intensas. Y no solo con el enamoramiento; la pérdida y el dolor también pueden ser potenciados durante y a causa del estado onírico. Durante un sueño lúcido, podemos sentir emociones sumamente poderosas, y esto a veces puede resultar angustioso.
Solución: Acéptalos
¿Qué puedes hacer al respecto? Aceptarlo. Como con todas las emociones, para superarlas, debemos reconocerlas y aceptarlas por completo. Y esto es en lo que consisten los sueños lúcidos. Reflexiona sobre por qué te sientes así. ¿Notas una profunda sensación de pérdida dentro de ti, que no parece existir en tu vida consciente? Si es así, utiliza el estado lúcido para explorar tu subconsciente y descubrir qué hay allí. Es posible que tu yo de la vigilia te lo agradezca.

Es posible (aunque no muy frecuente) que los sueños lúcidos se conviertan en parálisis del sueño. A pesar de tratarse de dos fenómenos distintos (en general, se considera que la lucidez indica una buena relación con el sueño, y la parálisis, una relación mala), tienen algo en común. Ambos ocurren justo antes de la fase REM del sueño (movimiento ocular rápido), por lo que uno podría convertirse en el otro.
Mientras que los sueños lúcidos pueden ser aterradores o esclarecedores, la parálisis del sueño tiende a ser algo horrible, que tiene un efecto nefasto sobre la calidad del sueño. En cierto sentido, los dos estados son opuestos. Piensa en los sueños lúcidos como la vigilia entrando en un estado onírico, y en la parálisis del sueño como el estado onírico entrando en la vigilia.
Solución: Descansa
Aunque la parálisis del sueño no suele aportarnos nada, aparte de poner unos pensamientos espantosos en nuestra mente, su manifestación podría ser útil. La parálisis del sueño está estrechamente relacionada con el estrés y la mala calidad del sueño. Si te ocurre con frecuencia, merece la pena evaluar tu estilo de vida y tomártelo como una señal de que necesitas descansar.
Esta es la mejor forma de combatir la parálisis del sueño. Reducir el estrés e intentar dormir lo suficiente y de manera continua. En la mayoría de los casos, se pasa relativamente rápido. Si tus sueños lúcidos te están causando parálisis del sueño, tómate un descanso de ellos. Deja de despertarte por la noche y de apuntar tus sueños durante una temporada. Reduciendo el recuerdo de los sueños, los sueños lúcidos también perderán intensidad.
Aunque no es habitual, puede ser muy desconcertante. Tanto en el sueño como en el estado de vigilia, es posible que no puedas distinguir entre la realidad y los sueños lúcidos. La claridad del recuerdo de los sueños puede infiltrarse en tu vida consciente, y los propios sueños pueden ser tan vívidos que llegan a parecer muy reales. Queda claro por qué la incapacidad de diferenciar entre dormir y estar despierto/a tiene unos efectos bastante negativos.
Solución: Abandona
En este caso, lo único que puedes hacer es abandonar. Tal vez puedas volver a experimentar sueños lúcidos cuando te sientas más centrado/a, pero si estás perdiendo el sentido de la realidad, los demás beneficios desaparecerán. Dejar de anotar los sueños es fundamental en este caso. Al romper la conexión con esos recuerdos tan reales, podrás volver a diferenciar ambos estados.
¿Son Los Sueños Lúcidos Lo Mismo Que El Shifting?

El shifting, o saltos dimensionales, y los sueños lúcidos no son lo mismo, aunque comparten estados parecidos. La principal diferencia es que el shifting se suele producir desde y durante el estado de vigilia; algo así como un sueño lúcido mientras estás despierto/a. Se considera un estado transliminal en el que el cuerpo y la mente se relajan tanto que puedes entrar en una especie de estado onírico durante la vigilia.
Aunque existe cierta polémica en cuanto a los efectos de ambos fenómenos, los defensores del shifting opinan que es mucho más intenso que los sueños lúcidos. Otra diferencia es que en los saltos dimensionales se accede a una realidad deseada. Por lo que, antes de entrar en ese estado, los "shifters" saben dónde quieren ir y qué quieren hacer allí, mientras que las personas que tienen sueños lúcidos se despiertan dentro de un sueño durante la fase REM, y lo manipulan de ahí en adelante.
Los saltos de dimensión parecen ser ideales para hacer realidad nuestras fantasías o para acceder a nuestra propia realidad deseada. En un sentido coloquial, para “vivir tus sueños”. En un sueño lúcido, por el contrario, se vive, literalmente, el sueño, o mejor dicho, se vive en el sueño. Aunque muchas personas tienen sueños lúcidos para controlar sus realidades y vivir sus fantasías, también son una herramienta muy útil para explorar el subconsciente. Esto es menos probable que ocurra con el shifting, ya que se trata de una actividad más consciente.
Cómo Tener Sueños Lúcidos Seguros: Conclusión

Los sueños lúcidos son seguros. Es cierto que pueden causar ciertos problemas y efectos secundarios, pero son bastante manejables y, excepto en casos aislados, escasos o inexistentes.
El aspecto principal que hay que tener en cuenta es que se es consciente de las profundidades del subconsciente. Lo que resulta impactante y, a veces, aterrador. Es el sentido de la propia actividad. Sin embargo, lo que se obtiene con esta práctica supera con creces lo que podría perderse. Muchas de las supuestas desventajas de los sueños lúcidos se pueden transformar en aspectos positivos, si se manejan con cuidado.
Como con todo en la vida, la moderación es clave. Empieza despacio. No esperes ni tengas intención de tener sueños lúcidos todas las noches, al menos hasta que los entiendas mejor. Hazlo una o dos veces por semana y comprueba cómo te sientes. Sincérate contigo mismo/a. Si crees que es beneficioso, continúa. Si sientes que te está causando problemas, déjalo. Afortunadamente, al dejar de practicar los sueños lúcidos durante la vigilia, se pueden detener fácilmente. Pero esperamos que no tengas que hacerlo. ¡Felices sueños!



